You are currently browsing the category archive for the ‘Entrelinhas’ category.

Há tempos não escrevia minhas revoltas ou meus incômodos. Não tenho intuito de virar um louco extremista como nunca o tive. Meu intuito é expressar minhas demandas – não demandas de maiorias, nem mesmo de minorias – mas demandas de indivíduos, o elo básico daquilo que chamamos sociedade. Sociedade a qual no meu ponto de vista precede o indivíduo, mas que de forma alguma anula ou mesmo o supera – devemos desenvolver todas as nossas liberdades e desejos sem quaisquer amarras e sem invadir o espaço alheio, uma vez tendo isso feito, cada qual poderá ser aquilo que é sem qualquer coerção doentia enfiada goela abaixo.

“Goela abaixo” é a expressão que nos simplifica. “Goela abaixo” é aquilo que vivemos. “Goela abaixo” é aquilo que nos destroi. “Goela abaixo” é quando o Estado desce em nossas cabeças e faz o que quer sem que tenhamos qualquer poder de resposta, seja por autoritarismo seja por falta de resposta pelo mesmo – nosso caso é um mix. Parafraseando Ayn Rand: “ Potencialmente, um governo é o mais perigosa das ameaças aos direitos do homem: tem o monopólio de usar a força física [ no nosso caso política, ideológica, POLICIALESCA] contra vítimas legalmente desarmadas [de poder político que descende “goela abaixo” de forma irredutível, conservadora para manutenção do poder de forma irracional]”.

A política do século XXI deve ser racional – não sou acadêmico, nem preciso ser para que possa afirmar isso. É preciso visar o desenvolvimento de cada qual de acordo com suas convicções de quaisquer natureza sem que forças exógenas diminuam a expansão do indivíduo e suas escolhas – é estranho me sentir liberal aos 21, mas é isso que sou. Não sou contra o bem-estar social, mas todas as partes do todo devem se expandir ao máximo eticamente com respeito ao próximo. Uma vez tendo o indivíduo desenvolvido temos em resposta a sociedade em mesma situação – isso não é um apelo ao isolamento, mas a um pensamento comum que não extingue a essência de cada qual. Uma vez lubrificado o motor do mundo [o indivíduo], todos os sistemas do organismo [social] funcionam.

Sejamos liberais – a sua, a minha, a nossa liberdade é um fim e não meio. Sejamos libertários – na busca de igualdade para todos sem distinção minoritária ou majoritária, mas com respeito ao individuo. E voltando ao ponto da racionalidade estatal de forma a alcançar o desenvolvimento individual e consequentemente geral: não há espaço para superstições, religiões, dogmas ou quaisquer tipos de crenças que possam tomar do homem o lugar que lhe é mantido como norte de si próprio, do seu crescimento e por fim da sua liberdade.

Brevemente dizendo a nossa ditadura, assim como toda e qualquer outra se resume no poder controlado incoerentemente, sendo manifestado sem resposta a demandas gerais. Não é uma ditadura declarada, mas silenciosa e perniciosa – a do pior tipo: pois esfacela tudo o que já foi construído.

A minha pergunta não é no singular. A minha pergunta não doi e é simples:

ELES TE REPRESENTAM?

Reflita.