“País rico é País sem pobreza” – caímos na redundância e assumimos que o Brasil não é um país nem rico nem sem miséria. Admitimos a verdade do país, aquela que já deveria ter sido dita há tempos. Obviamente tal lema não tem tal objetivo, mas sim o de mostrar que o Brasil enriquece no fim de um mandato, pois terá redução de miséria, tornando-se pois um país de menor desigualdade, ao meu ponto de vista o lema certo deveria ser, “País justo é País com igualdade”. Desse forma teríamos de volta todas as bases de uma Estado Democrático de Direito, aquele que além da liberdade do indivíduo e de seus direitos e deveres, traz consigo a justiça social, que deve ser entendida como um sinônimo de igualdade social e umas das bases para alcançá-la.
Ao seguir um modo de coordenção senão aquele que deve, um país perde todas as suas característica, patina e sai do curso. É como um carro em aquaplanagem, após um período de sentido em tudo aquilo que faz, entra em um momento de total incerteza que geralmente leva a um resultado desastroso, infelizmente, mas é essa a lógica que o Estado também segue.
O Estado como conjunto de insitituições deve ser coeso, de forma que contradições seja minimizadas, para que de tal forma, todo os sistema funcione perfeitamente. É como o corpo humano, a falta de ritmo existente em um dos nossos órgãos é capaz de comprometer toda a nossa fisiologia.
Devemos levar em consideração que a nossa situação é contrária àquela que deveria ser, nadamos contra a maré. Devemos admitir que muitas medidas tomadas nos ajudam, mas em cima delas falta controle, para que as mesmas possam funcionar de forma bem sucedida – para tal é necessária uma forte fiscalização.
A política é, foi e sempre será um jogo de interesses, um conflito sem fins – mas ela deve se direcionar mais ao tecnicismo do que à politicagem pura e assumida. Esperamos governos técnicos, pois só ela e somente ela é capaz de solucionar quaisquer pertinências. Ao levarmos em consideração a politcagem, entramos em um labiritindo de sentimentos pessoais, ideologias específicas, interesses de grupos específicos e assim por diante. A politicagem tem o poder de se sobrepor à técnica e ao sobrepô-la, abafa todo o poder e força inerentes à mesma o que gera interrompimento total fo fluxo correto que as necessidades de todos seguem.
“País rico é País sem pobreza” – devemos insistir que neste lema, bater na mesma tecla. Enquanto a superestrutura estatal não se organiza, é impossível que isso seja alcançado. Para a organização da mesma, é necessário que a infraestrutura também possa estar preparada, organizada, afinal, somos nós, o povo, os construtores de uma realidade, aquela na qual estamos inseridos. Isso simplesmente reafirma que o poder emana do povo. Não diria “A voz do Povo é a voz de Deus” – o Estado deve ser laico, sem qualquer influência religiosa, pois a mesma sempre interfere na vida de cada indivíduo de acordo com aquilo que prega – o Estado não pode interfeir na vida de qualquer indivíduo e suas escolhas, mas o indivíduo, como parte fundamental do Estado não só pode, com deve interferir no Estado e sua estrutura. Temos o poder de refutar aquilo que não é condizente com as necessidade socias, respeitando claro todos os grupos e suas difderenças. Só assim e somente assim a vida em grupo é harmônica. Em tais condições poderemos sim, ter um país rico e sem pobreza, mas na nossa conjuntura atual, sem tecnicismo, não.
De certa forma era esperado um governo tecnicista a partir de 1º de janeiro de 2011, entretanto entramos na infeliz politicagem, o que comprova que será outro governo de insucesso – afinal faz-se aquilo que vai de acordo com interesses de grupos específicos. Maquiavel foi corretíssimo em umas de suas máximas: “Antes ser temido que amado”. E assim se fez com a nossa base de governo. Com o escândalo Pallocci surgindo, a mesma (bsae) ameaça o governo em prejudicá-lo caso o mesmo não retire o que chamam de “kit gay” afirmando não ser correto ir contra as tradições de uma sociedade. Pallocci não poderia estar onde está, essa é a verdade, todos sabemos o porquê. A base governista se fez temer, principalmente a evangélica – antes ser temido que amado. Deus e a falta de ética entraram juntos em questões que atrapalham as nossas vidas. A conivência com a corrupção e o preconceito contra certos grupos com fundamentos religiosos.
Contra a tradição de uma sociedade, temos a corrupção – roubar não é certo ou tradicional. Isso sim, é ir contra toda a moral.
Parecemos ter chegado a pontos ser qualquer ligação. Mas a verdade é que não. Mostramos que a politicagem é geradora de entraves no progresso de uma Nação e que a mesma é conivente com a corrpução. A falta de governos tecnicistas, se torna um prejuízo para a sociedade como um todo. Os governos não-tecnicistas agem de acordo com aquilo que lhes é interessante, fazendo um jogo barato que não contribui para o progresso do social.
Governos que agem contra uma lógica prejudicam a todos. A miséria é fruto da inexistência de capacidade governamental. É impossível que um país caminhe a passos curtos ao longo de séculos, a única explicação parte da lógica de interação entre aqueles que represantam o todo.
Sem organização e estruturação forte é impossível que algo funcione. É hora a hora do povo passar a ser temido.

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